eu não entendo o que acontece aqui
-estás morto!
como é trêmula essa energia alegre
-estás inerte!
e eu nego a divindade da minha vida
-és um demônio!
a minha calma santa me fez perder o tato
-amargo! amargo!
a vida que levo está perdida no credo do em vão
- estás louco!
e essa distorção na memória que ecoa no corredor
-é tu, é tu filho maldito!
esse covil de pureza rouca, de caras vivas
-morto és, ingrato!
a carne no meu corpo é podre como os versos
a carícia da matéria, a… a…
-esqueceu-te
a… a minha boca que não seca
-aaah teu sabor!
e minha mão que fechou essa porta
o frio que cessa
-tua dor que te cala!
minha vaidade de prisioneiro falso
a solidão do múltiplo afeto
-tua cara no espelho!
meu rosto, desfigurado no espelho
minha boca que fecha
-tua sede de ódio!
meu amor de avesso fato, recriado em tons de amargor
-e teu abraço gratuíto malfeito?
meus pés de quem anda por onde não conhece
-fala o que desconhece!
meus punhos de forte corrente sangüinea
rasgo os teus fios rubros
-isso! tua vontade!
não é minha vontade!
ai meu falso eu!
minha vontade?!
-sou tu!
maldita incerteza!
mato-te agora ou te deixo para os porcos?
-hein?! meu filho! tua resposta, teu caminho, olha para mim
desgraço tua vida, imunda pressão,
desgraço tua prosa de veneno de feto
recubro tua cova e teu corpo com os restos do Santo
vai, te enterra antes que me cale para a tua vida
minha harmonia!
-morre, morre e te reergue da sina!
minha harmonia!
-morre, morre e te reergue da sina!
minha…
-morre e te reergue da..,
vaidade
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